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-Vertente Desenvolvimento Sócio-Comunitário

"O Processo"(Metodologia Interdisciplinar) na Educação pela Arte;Animação Sócio-Cultural (Rede Social)
Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Conhecer Animadores Profissionais-Entrevista a Dr. Albino Viveiros

 O Entrevistado: Dr. Albino Viveiros é Presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Animação Sócio-cultural, Delegação Regional da Madeira. Concluiu licenciatura na Escola Superior de Beja, e orienta projectos de dinamização cultural na Câmara Municipal de Machico.

Entrevistadoras: Dr.ª Márcia Pereira, licenciada em Animação Cultural e Educação Comunitária, desenvolve um Estágio Profissional (projecto de Educação pela Arte na Inclusão), no Centro Luís de Camões, Instituição Particular de Solidariedade Social e Educadora Social Consuela Silva do Centro Luis de Camões.

Resumo da Entrevista: Tema Animadores e o Mercado de Trabalho

Abordagem da empregabilidade dos Animadores (licenciados e técnicos profissionais), diferenciação de funções em projectos de animação sócio-cultural, o contributo das autarquias no desenvolvimento de planos de animação sócio-cultural, a participação privada em rede de parceria, educação comunitária e educação para o turismo numa região turística.

-Pergunta: A propósito da empregabilidade dos Animadores na Madeira( Técnicos superiores e Técnicos profissionais), qual a situação actual?

-Resposta: Assiste-se a uma concorrência na procura de emprego entre Animadores técnico profissionais e Animadores licenciados num mercado de trabalho, que ainda desconhece a figura do Animador Sociocultural e a sua importância no trabalho com os grupos sociais. Por outro lado há uma ausência de critérios de avaliação das mais valias que os Animadores Socioculturais podem trazer no desempenho das suas funções numa qualquer instituição pública ou privada.

Os Animadores técnicoprofissionais partem com uma vantagem para o mercado de emprego: a realização do estágio na região, resultado da frequência do curso na Região Autónoma da Madeira, o que possibilita uma possível integração na instituição onde realizou o estágio.

-Pergunta: Qual o número de licenciados na Madeira e quantos estão empregados na área da animação?

-Resposta: Hoje assiste-se a uma frágil e tímida empregabilidade de Animadores licenciados em instituições públicas e privadas, nomeadamente, em autarquias, associações de desenvolvimento comunitário, de saúde mental, em IPSS (centros de dia). Esta realidade tem haver com as necessidades das instituições em matéria de Animação Sociocultural e o facto da formação destes profissionais poder responder a um conjunto de necessidades de ordem educativa, social e cultural.

-Pergunta: Na prática, qual é a diferença de trabalho dos licenciados e dos técnicos?

Resposta: A questão da disparidade de valores em matéria de ordenados entre técnicoprofissionais e licenciados é justificada pelo simples facto do grau de formação de uns e outros. A tabela salarial destes e outros profissionais para o sector privado, nomeadamente, para as IPSS está definido no Contrato Colectivo de Trabalho revisto recentemente, tal como acontece para a função pública.

O Animador licenciado está habilitado pela formação académica que possui a coordenar programas e projectos de animação sociocultural, equipamentos colectivos (centros de dia, centros cívicos, casas de cultura), equipas de trabalho e acima de tudo integra equipas multidisciplinares no âmbito da intervenção social, independentemente do grupo alvo do projecto de intervenção.

O Animador técnicoprofissional está habilitado a organizar simples actividades de animação com grupos pequenos de indivíduos, competências adquiridas ao longo da sua formação de nível III (ensino secundário).

-Pergunta: Dr. Albino numa entrevista refere que a animação deve ser da responsabilidade das autarquias, mas considerando as dificuldades financeiras, e numa perspectiva de rede de parcerias, qual é o papel das empresas privadas para o suporte do plano de animação?

-Resposta: No texto que escrevi para a revista Rugas, o qual se intitula a “Animação da Cultura”, procurei localizá-lo num espaço de intervenção concreto – o âmbito autárquico – pois é nesse mundo que desenvolvo a minha actividade profissional enquanto Animador Sociocultural. Defendo um trabalho em parceria não no sentido restrito de financiamento de projectos, mas, sim, no desenvolvimento de programas e projectos capazes de mobilizar os actores sociais através de um processo contínuo de Animação Sociocultural. Hoje as instituições têm que trabalhar e desenvolver projectos em parceria, diagnosticar realidades com os outros, partilha informações e saberes e aqui entra a figura do Animador, enquanto um mediador de vontades e impulsionador de acções concertadas em prol das gentes e do seus processos de desenvolvimento, em qualquer âmbito: social, educativo ou cultural.

-Pergunta: Animação é mais comunitária ou também turística? Numa região em que o turismo é importante, como fazer animação para o turismo e como identificar o que os turistas querem saber dos locais.- estes dois tipos de animação podem se tocar, mas é preciso o quê?

-Resposta: A animação é sempre comunitária independente da sua modalidade (cultural, social ou educativa), porque para acontecer processos efectivos de animação é preciso que haja a participação das pessoas, dos destinatários das actividades.

Em matéria de Animação Turística vendemos uma imagem, uma marca – MADEIRA – e todo um potencial que entendo deve ser sustentávelmente explorado do ponto de vista da Animação Turística. Estaremos fazendo animação turística quando formos capazes de envolver os turistas nas actividades, quando estes se sentirem convidados a explorar a nossa identidade cultural; quando formos capazes de conciliar o desenvolvimento com a conservação do nosso património cultural. Estaremos a construir um projecto de Animação Turística quando quem nos visita tome parte activa, participe nas actividades socioculturais de cada comunidade local da Madeira, explore o seu sentido, quando formos capazes de sensibilizar as pessoas para o desenvolvimento de uma economia social/solidária numa perspectiva de Animação Turística.

 

 

 

 

publicado por Renato Costa às 01:30
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